Os trabalhos de Evandro ocupam um espaço limítrofe entre o desenho e a
escultura, problematizando as possibilidades de cada modalidade, a partir de
suas estrututas concretas. O repertório formal de suas obras, Evandro encontra
no cotidiano de seu ofício, são escadas, grades e outras estruturas que habitam
nossas casas. Mas o uso que o atista faz desses elementos alcançam problemas de
ordem mais geral da arte. A noção contida nessas obras a respeito do Desenho
percorre um arco que vai desde o projeto até a apresentação e a representação
que nos joga num labirinto de leituras que só o objeto de arte, com seu campo de
paradoxos, possibilita.
Fernando Lindote (artista e curador)
(Texto publicado no catálogo da individual
de Evandro Soares no Palácio da Cultura - Goiânia/2012)
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